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Uma escola segura para os pequenos ianomâmis Em destaque
Escola do vilarejo Marauiá, mantida pelos salesianos, atende 128 pequenos índios ianomâmis

A Amazônia é hoje a casa de um milhão de indígenas, divididos em cerca de 400 tribos. De acordo com os dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), 63% dos nativos vivem no Brasil e dos 400 grupos étnicos, cerca de 100 – os mais frágeis – escolheram viver em completo isolamento. Os salesianos trabalham com nativos da América do Sul há mais de um século: contribuindo não somente por meio de instrução e formação, mas também cuidando deles e valorizando sua cultura. 

 

Durante os anos 90 deram-se enormes mudanças, mas os Filhos de Dom Bosco continuaram tenazmente a trabalhar com o objetivo de fornecer aos índios os instrumentos para viverem dignamente, no respeito das próprias tradições. Isto é o que fazem, por exemplo, em Marauiá, pequena aldeia sobre um afluente do Rio Negro, no coração da floresta amazônica.  Lá, vive uma comunidade de ianomâmis, uma das etnias que mais caracteriza a Amazônia e que os salesianos acompanham há mais de cem anos, desde quando chegaram a esta região realmente inacessível e inexplorada.

 

A escola do vilarejo Marauiá, construída em 2011, foi em 2017 seriamente danificada por um furacão. Depois de quase dois anos de grandes dificuldades, os Salesianos querem dar segurança ao edifício, para permitir que seus 128 alunos – divididos em três turnos (manhã, tarde e noite) – possam viver o momento mais importante do dia num ambiente condigno.

 

O projeto – assumido pela Procuradoria Missionária Salesiana de Turim "Missões Dom Bosco" – é simples, mas muito significativo. Em nível prático, trata-se de refazer o telhado (que praticamente foi pelos ares durante o furacão de 2017), reforçar os alicerces, reformar o pavimento, pôr em dia a fachada.

 

O significado do projeto, entretanto, vai além dos trabalhos para garantir segurança. Explica-o o Presidente de Missões Dom Bosco, o Sr. Giampietro Pettenon, Salesiano Irmão: “A atenção às minorias étnicas é um elemento fundante da missão salesiana e está, mais do que nunca, à ribalta por que foi escolhida como tema de reflexão para a Assembleia especial do Sínodo dos Bispos, a Região Pan-Amazônica. Apoiar o projeto desta pequena escola significa garantir um futuro melhor aos pequenos ianomâmis, futuros guardas do pulmão verde do mundo”.

 

Para mais informações, e doações, clique aqui (tradução disponível para a língua portuguesa)

 

Fonte: ANS